segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Meias, Cuecas e Panettones

ENVIADO PELO ACELINO

Meias, cuecas, panetones (POR Camila Fernandes)

Bolos de dinheiro vivo, guardados em bolsas, meias, cuecas. Comemorados com satisfação por políticos que, de quatro em quatro anos, aparecem na TV e prometem, prometem, prometem. A história vista agora no Mensalão do DEM, no Distrito Federal, parece até velha de tantas histórias parecidas que já vimos no nosso curtíssimo período democrático. E basta acontecer de novo para que se repitam também as velhas desculpas esfarrapadas, umas dizendo que ``não, as notas eram de empréstimos para pagar dívidas de campanha``, outras, ``não, eram para comprar panetones para os pobres``! O mais interessante desse caso é que mais do que apenas ligações telefônicas e testemunhas, provas comuns nesse tipo de situação, há imagens que mostram a entrega da propina. Imagens que chocam, gritam corrupção, e que instantaneamente, em tempos de Youtube e banda larga, viram hit de sucesso, podendo ser repetidas e repetidas até não se ter mais dúvida de que aquilo ali é sim desvio de verbas, corrupção, roubo, ou outro nome que se queira dar.

Mas ver é pouco. Sim, porque da mesma forma que as cenas de corrupção parecem velhas, as de impunidade também. Sinceramente, desconheço um político brasileiro que tenha sido condenado e que cumpra alguma pena por desvio de verbas públicas. Paulo Maluf é o que mais se aproximou dessa situação, mas ainda está lá, é deputado federal, tem garantidos perto de 20% da votação na capital paulista e é um cobiçado cabo eleitoral de quem quer que vá tentar a sorte em São Paulo. A maioria, assim como ele, não só não é punido como é premiado por novos cargos eletivos, sejam cargos majoritários ou proporcionais.

VOTO NÃO PUNE
Ah, dizem muitos, mas aí a culpa é do eleitor, que escolhe mal seus representantes: a maior punição desses políticos corruptos deve ser dada no voto, para que nunca mais voltem ao poder. Essa é uma posição interessante, que cobra responsabilidade ao eleitor, mas que considero insuficiente. Como a prática já demonstrou, as eleições são processos com uma dinâmica própria, nem sempre tão conectada a fatos que acontecem fora de sua circunscrição, ainda que os personagens sejam os mesmos. O que geralmente determina o resultado final de uma eleição são os fatos que acontecem nela, não em governos. Não são incomuns os governantes mal-avaliados que, durante a campanha, conseguem reverter a situação e se elegem até com facilidade. No caso de José Roberto Arruda (DEM), que está no centro das denúncias desse novo mensalão, eu não duvido que ele conseguiria se reeleger em 2010, caso seu partido e a Justiça não tomem qualquer providência para impedir sua candidatura - ainda mais que seu governo é hoje bem avaliado. Não que o eleitor tolere demais a corrupção ou que seja até mesmo conivente com ela: os valores que permeiam a decisão do voto são muito mais complexos, passam por demandas sociais mas também pessoais, e muitas vezes não coincidem com a ânsia dos veículos de comunicação.

Com isso em mente, mais do que nunca é necessário cobrar as instituições - o DEM, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Federal, a Justiça comum - a cumprir seu papel o mais rápido possível. Não é aceitável que diante de tantas provas fique tudo como está para depois ver o que o eleitor quer. Arruda e seu vice, Paulo Otávio, têm de ser expulsos do partido, para serem impedidos de concorrer em 2010, e os processos de impeachment contra eles devem ter seguimento célere e acima de tudo sério. Os deputados distritais envolvidos também não podem ser poupados e a cobrança popular que está sendo feita na Casa, com a invasão do plenário e tudo, tem mais é que prosseguir, para que os pouquíssimos que parecem não estar envolvidos no esquema não se acomodem com o passar do tempo e lutem com vontade para limpar o legislativo. Não dá para jogar só nas costas do voto toda a responsabilidade pelo controle democrático: as instituições estão aí também para garantir que o direito de escolha se dê sobre uma base limpa.



ENVIADO PELO FRANKLIN

Carlouva, por que as críticas sobre o Lula sempre tem um ranço preconceituoso? Uma hora é analfabeto (Deus me livre dos dôtôres), outra hora é aleijado, outra hora é desocupado, noutro instante é preguiçoso, naquele outro é pinguço, ultimamente, tarado sexual. Agora estão pegando pra Cristo (ou é Crista) a Dilma. Coroa, assassina, terrorista, incompetente, feia, sapatão (pois é, ouvi até falarem isso).

Por que não se discutem idéias? Por que não lembrar o caráter de honestidade que o Lula tem? Critiquem-se ações de governo. Mas, aspectos pessoais!!??? Um grande abraço, Franklin.



ENVIADO PELO CARLOS LOURENÇO

Pequeno, porém genial, Adesivo nos carros que circulam em Brasília-DF: "Não votei no Cara, não vou votar na Coroa".



ENVIADO PELO PERIANDRO

MARQUIM, MACHO, TU MANDAS ESSAS PERGUNTAS... OS BONZÕES NÃO RESPONDEM, ENTÃO EU VOU DE FORMA RASTEIRA, REMENDANDO AQUI, REMENDANDO ALI... SOMENTE RESPOSTAS, SEM REPETIR AS PERGUNTAS.

ESTAS RESPOSTAS SÃO DIRIGIDAS AO AUTOR DO PPS "PERGUNTAS SOBRE O PRESIDENTE", ATÉ O MOMENTO, DESCONHECIDO

1. Porque ele tem que representar o povo e o país perante o mundo. Não se concebe um representante de uma nação usando vestimentas rotas.
2. Porque o povo, os eleitores, assim o determinaram pelo sagrado processo do voto.
3. Porque em todos os aspectos considerados ele teve direito. E direito a gente usufrui, a não ser que queira espontaneamente desistir deles.
4. Se tivesse passado apenas uma noite nos porões da ditadura, perseguido político assim era para ser considerado. Em verdade, duas vezes ele foi preso, sendo que em uma dela passou 30 dias, ocasião em que sua mãe morreu, e sequer ele pode ir a seu enterro.
5. Procure saber o preço, a qualidade, as condições de pagamento e demais situações e obterás uma resposta completa. O avião é do país, não dele, e ele como mandatário maior da nação precisa ter um certo conforto. Se o pássaro cair quem morre é ele, e não o povo.
6. A pergunta deve ser encaminhada ao INSS e à banca médica que o examinou. Agora, por que você com dez dedos e uma língua gigantesca e ferina não se elegeu presidente, já que se convence de ter mais condições morais e intelectuais que Lula?
7. Quem ele está protegendo? Prova, prova, queremos prova!!! A qual juiz, a qual desembargador, ele fez pedidos especiais para livrar a cara de alguém? Pessoas como você, senadores, deputadoss, delegados e magistrados tentaram derrubá-lo de todas as maneiras e não conseguiram. Foi incompetência braba?
8. Quantos filhos o presidente tem, você sabe, bisbilhoteiro? Eu não sei e isto não me interessa.
Quem disse que ele se vangloria de não ter estudo e de ter uma mãe analfabeta? Foi você, não foi, conta a verdade!
Cara, tu tá te revelando um grande mentiroso!
9. Ele participou, cara, se não, como teria cumprido o mandato? Tu achas mesmo que se ele pelo menos não comparecesse ao plenário, a oposição não o teria defenestrado?
10. Rapaz, tu foste longe demais em teus devaneios. Pinóquio!
11. Meu bichim!!! tem que faça por ela. Você queria que ela engomasse, lavasse, fizesse comida e lavasse a louça e os sanitários? Ou fazer como outras que criaram ONGs safados para arrastar um dinheiro por fora?
12. Porque ele é protegido de Deus, e quando viaja para os países mulçumanos, de Alá, o que dá no mesmo. E não desviou recursos para a casa da Dinda, a casa da Irene ou da Mãe Joana.
13. Porque a Heloísa Helena, destemperada que só, vivia fustigando o presidente, maltratanto e o humilhando sem trazer provas, enquanto os outros não o afrontaram. Não havia mais clima político nem amistosidade. Que eu saiba o Zé Dirceu não foi cassado - no máximo ele é casado, apenas a ausência de uma letra - quanto ao Palocci, foi inocentado. Se você fosse o julgador, com certeza ele teria sido condenado.
14. Um presidente de qualquer país, com mil atribuições, não pode e nem tem tempo para ficar se imiscuindo no cotidiano de seu partido. Como ele não sabe do governo dele? Estás tresvariando, mancebo? Em mais uma de suas grosserias e aleivosias, você quer chamar o presidente de louco? Cá pra nós, tu és íntimo do presidente para saber de que tudo ele sabe sobre os governos anteriroes? E o homem não é analfabeto? sem condições intelectuais, como ele albergaria tanto conhecimento assim?
15. Talvez seja pela inflação controlada, por ele lutar pela soberania nacional, permitir cartão de crédito para os aposentados, retroagir o pagamento do INSS para janeiro, retirar levas de brasileiros dos bolsões de miséria, criar novos cursos tecnológicos e acadêmicos, permitir a ascensão à faculdade dos alunos de baixa renda, pagar a dívida externa, fortalecer o G-20, permitindo que mais nações possam lutar pelos seus direitos e não se deixarem dominar pelo clube dos ricos, sair da crise mundial antes mesmo de países mais considerados e conseguir um crescimento econômico expressivo, entre tantos outros aspectos, isto faz com que ele tenha uma aceitação nunca dantes obtida por qualquer um outro presidente do Brasil



ENVIADO PELO ACELINO

Escrito sem "A"

Observação (para quem não perceber): Este texto não contém a letra "A"

É possível sim.

Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento

Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos. Autor: Desconhecido



ENVIADO PELO JOÃO SAMPAIO

Frankão, esse Maurício Silva é pau de dar em doido!
Que crônica! e eu pensando que o caba só era bom em charge....
Beleza!! bjs lampa

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