quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Eleições na OAB

ENVIADO PELO WILSON

Caríssimos e respeitados amigos do CAB/CHB

A vida, quase que diariamente, nos surpreende com tristes notícias. Na última quinta-feira, dia 26 de novembro, dentre os OITO desembargadores que tomaram posse no Tribunal de Justiça do Ceará, figurou o DESEMBARGADOR WILTON MACHADO CARNEIRO. Tratava-se de um dos mais antigos magistrados em atividade em uma das varas de execuções fiscais. Pessoa amável, de fino trato, extremamente respeitado por todos os advogados. Pois bem: hoje por volta das 06 horas foi encontrado morto dentro de sua casa. Não teve a felicidade de participar da 1ª reunião plenária do TJ como DESEMBARGADOR TITULAR. É uma tristeza.
Rogo a todos os bons amigos que lerem esta notícia, especialmente os que conheceram como advogados o DES. WILTON, que elevem seus pensamentos a DEUS pelo acolhimento do espírito do DES. WILTON, um homem que só fez o bem e que, por certo, merece gozar da felicidade eterna. Respeitosamente, ZÉWILSON




ENVIADO PELO FRANKLIN (Recebido do David)

Eleições para OAB-CE expõem Ministro Presidente do STJ
Ronald Freitas, de Fortaleza

As eleições para a OAB-CE realizadas na ultima sexta-feira, dia 20, foi a mais disputada da história daquela instituição. A chapa liderada pelo advogado Valdetário Andrade Monteiro sagrou-se vencedora por uma apertadíssima margem de vinte e dois votos, em um universo de quase dez mil eleitores.

Um fato inusitado, porém, marcou as eleições. Logo após anunciados os resultados das urnas da capital do Estado, nas quais houve a liderança do candidato Erinaldo Dantas, que obteve o segundo lugar geral no pleito, os apoiadores deste candidato presentes no Náutico Atlético Cearense, local da apuração, começaram a comemorar a vitória - que mais tarde não se confirmou - com aplausos, abraços e um grito de ordem no mínimo desconcertante para a pessoa que se fazia referência. Gritava a multidão (cerca de 500 pessoas), em coro: "Eu, eu, eu, o Ministro se fu***!" (palavra impublicável).

Segundo se apurou, o Ministro em referência era Cesar Asfor Rocha, Presidente da segunda maior Corte do país, o Superior Tribunal de Justiça. Seu filho, o advogado Caio Cesar Vieira Rocha, e Valdetário trabalhavam juntos até poucos meses antes das eleições. Valdetário, que mais tarde se confirmou vencedor das eleições pela pequena margem de vinte e dois votos e graças aos votos do interior do Estado, segundo informado pela OAB-CE, foi formalmente sócio de Caio Rocha no escritório Rocha, Marinho & Sales.

Advogados ouvidos pela reportagem informaram haver um clima de desconfiança entre boa parte dos advogados cearenses quanto aos propósitos da candidatura do advogado Valdetário, e, também, quanto a sua desvinculação do escritório Rocha, Marinho & Sales, três meses antes do pleito. Alguns chegaram a citar expressamente que o único objetivo da candidatura era ampliar o já larguíssimo trânsito do escritório perante o Judiciário local.

"Haverá nos próximos três anos pelo menos quatro vagas de Desembargador destinadas a advogados, duas no Tribunal de Justiça do Ceará e duas no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, cuja nomeação depende, pelo menos em parte, da OAB-CE. Isto sem falar na vaga do Desembargador Raul Araujo Filho, que se tornará vaga caso ele venha a ser nomeado Ministro do STJ. Não é segredo para ninguém o interesse do Ministro, já demonstrado em outras ocasiões, em influenciar nas nomeações, por isso o clima de desconfiança", disse um dos advogados presentes, que não quis se identificar por temer retaliações.

Outro entrevistado disse que o Ministro Cesar Asfor Rocha é tido como o "todo poderoso" do Poder Judiciário, notadamente no judiciário estadual e regional federal. "Ele, ao mesmo tempo em que intimida, ameaça e exige que lhe rendam homenagens", disse o entrevistado, sem não antes se certificar que ninguém, além do entrevistador, estivesse ouvindo o que dizia. E arrematou: "De fato, sua influência vai além da esfera judicial, pois se sabe que ele mantém sobre seu controle vários cargos de confiança e tem o poder de interferir até mesmo em resultados de concursos públicos, haja vista que seus irmãos Silvia Helena e Alcimor Júnior, donos de cartórios, foram aprovados em um concurso fraudulento, onde todos os aprovados eram parentes ou tinham vínculos com magistrados". "Não é a toa que o escritório do filho do Ministro vem levando bancas tradicionais à bancarrota; eles possuem muitos colaboradores fieis", concluiu ironizando.

Outro advogado ouvido, que também exigiu não ser identificado, disse que a postura do Ministro Cesar Asfor Rocha envergonhava e incomodava muitos magistrados sérios. "Muitos magistrados probos, embora o tratem com respeito, o odeiam, pois sabem que ele representa o que há de mais podre no Poder Judiciário. Além do escritório do seu filho ser uma extensão de seu gabinete, ele é o 'homem' do Judiciário de banqueiros e grandes empresários, como Carlos Francisco Jereissati, do grupo La Fonte, Alexandre Grendene, do grupo Grendene, Jaime e Noberto Pinheiro, dos Bancos BMC/Pine, e Erivaldo Arraes, do Grupo Marquise. Obviamente que é retribuído por isso. Além disso, usa sua toga e seu prestígio como moeda de troca de favores com políticos, como José Sarney e Renan Calheiros, ou outras figuras com condutas morais igualmente controvertidas, como Ricardo Teixeira, da CBF. É inaceitável como um crápula desses ainda não está na cadeia", disse o entrevistado.

O escritório Rocha, Marinho & Sales teve uma ascensão extraordinária desde a sua fundação, poucos anos atrás, logo após a formatura do advogado Caio Rocha, que hoje está com 29 anos. Hoje é uma das maiores bancas do país, com faturamento mensal estimado da ordem de dois milhões de reais. Tem como principais clientes: Telemar Participações, Bradesco, Unibanco, Bancesa, BMC, Finasa, BEC, Coelce, Oboé, Intelig, Saganor e CFN. Além de advogado, Caio Rocha exerce atualmente a função de auditor da FIFA, e anteriormente já havia sido juiz do Superior Tribunal de Justiça Desportiva - STJD.

As eleições para a OAB-CE continuam indefinidas. Segundo informações obtidas pela assessoria de imprensa do candidato Erinado Dantas, houve irregularidades em pelo menos uma urna na cidade do Crato, uma das subsedes onde ocorreu votação no Estado, onde "advogados votaram sem estar com a anuidade da entidade paga". Uma impugnação foi protocolizada na última segunda-feira, pedindo a anulação do resultado da urna. O recurso - que não pode ser julgado pela Comissão Eleitoral da OAB-CE, porque essa proclamou o resultado da votação - foi encaminhado ao Conselho Federal da OAB. Revista Época/Redação local.




ENVIADO PELO LEÃO

“Gim Argello, também envolvido, e o mais próximo conselheiro da Ministra Dilma”. Constatada a falcatrua, que se ponha Roberto Arruda e ajudantes na cadeia (que sonho!!!).
Mas precisamos de explicações sobre este tal de Gim, junto à Ministra, antes que a coisa exploda. Este tal tem nome de bebida muito ruim e estranha (somente bebi esta coisa podre uma única vez e quando lembro sinto as velhas enxaquecas), associado a nome de chefe de máfia italiana. Leão



ENVIADO PELO CLÁUDIO PEREIRA

TROPA BOA, Repassando, pois de boa fonte, uma amiga de São Paulo que sempre costuma se posicionar mais à direita. Se ela envia esta mensagem é porque... muita coisa mudou e vai mudar ainda mais, Cláudio Pereira

Brasília tem duas faces. De um lado, a “bolha”, onde moram o presidente da República, os ministros, os parlamentares, os embaixadores estrangeiros, os ministros de tribunais superiores, os jornalistas e a elite do funcionalismo público e da cidade. É um mundo de excelente qualidade de vida.
Casas ou mansões à beira do Paranoá, amplos apartamentos nas quadras mais nobres do Plano Piloto.
A outra face é governada pelo GDF. Um povo trabalhador, que paga seus impostos, mora longe do Plano Piloto, muitas vezes nas cidades-satélites.
A condução é escassa, a violência é grande, as invasões de terrenos são frequentes, muitas vezes estimuladas por políticos inescrupulosos.
A “bolha” atrai as atenções de jornalistas e analistas políticos e econômicos. Mas quase ninguém presta atenção ao GDF.
(Washington também é assim. Existe a “bolha”, com tudo o que há de bom, e a prefeitura do D.C., eternamente envolvida com políticos populistas e corruptos. Volta e meia um prefeito é apanhado fazendo o que não deve, seja com prostitutas, seja cheirando crack, seja com a boca na botija da corrupção mais deslavada.)
Desde que conseguiu a emancipação política e passou a eleger seus governadores, Brasília não teve muita sorte. Com a honrosa exceção de Cristóvam Buarque, o GDF ficou entregue a Joaquim Roriz, que foi governador por quatro mandatos.
Nomeado por José Sarney em 1987, Roriz foi eleito em 1990, em 1998 e em 2002, graças a políticas clientelistas, que incluíam estímulo a invasões de áreas à beira do lago Paranoá.
Eleito em 2006 para o Senado, Roriz envolveu-se num rumoroso caso de corrupção – uma estranhíssima compra de bezerras – e renunciou para não ser cassado.
Seu suplente, Gim Argello, também envolvido no mesmo caso, não foi nem advertido. Hoje é vice-líder do governo e o mais próximo conselheiro político da ministra Dilma Rousseff.
Ah, é também candidato a governador em 2010.
José Roberto Arruda foi um dos senadores mais poderosos durante o governo Fernando Henrique. Líder do governo na casa, mandava e desmandava no Senado, de súcia com o então presidente da casa, senador Antonio Carlos Magalhães.
Em 2001, associou-se a ACM para fraudar o painel do Senado, no caso da votação secreta que cassou o mandato do senador Luís Estêvão.
Apanhado, negou. Da tribuna, fez patético discurso.
Ninguém acreditou. Em lance de puro cálculo político, voltou à tribuna, chorou, reconheceu sua participação na fraude. Pediu desculpas.
E tratou de renunciar rapidinho, para não ser cassado.
Saiu do PSDB, ingressou no PFL e desapareceu. E aí começou tudo de novo.
Em 2002 foi eleito deputado federal. Em 2006 rompeu com Joaquim Roriz, de quem era cria, e elegeu-se governador do Distrito Federal, no DEM (o PFL depois da plástica).
De Roriz herdou não apenas o governo, mas as práticas.
O mensalão do DEM (ou DEMsalão, como já está sendo chamado) teria começado ainda no governo Roriz, de quem o denunciante, Durval Barbosa foi secretário.
As denúncias atingem tudo e todos. Do governador e o vice, a deputados distritais, secretários e, parece, gente do Judiciário.
Claro que o governador deu declarações negando tudo. Mas o estrago já foi feito.
Na reunião com a cúpula do DEM, Arruda ameaçou contar para todo mundo que o DEMsalão do Planalto Central foi utilizado também para ajudar outros diretórios do partido.
Com isso, o DEM rachou. De um lado, pressionaram pelo desligamento de Arruda os senadores José Agripino (RN) e Demóstenes Torres (GO), além do deputado Ronaldo Caiado (GO), líder do partido na Câmara.
Mas o senador Adelmir Santana (DF), suplente do vice-governador Paulo Octávio (também envolvido no escândalo), o deputado ACM Neto (BA) e, pasmem, até o próprio presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia, querem proteger o governador Arruda.
E os tucanos, como estão se comportando no episódio?
Afinal, o projeto estratégico da aliança PSDB-DEM era transformar Brasília num imenso canteiro de obras, fazer da capital uma cidade-modelo, aumentar ainda mais a enorme popularidade do governador Arruda e consolidar a aliança.
Serra para presidente e Arruda para vice. E agora?
Até agora, os tucanos estão em silêncio. E o governador José Serra, não tem nada a dizer?
E assim, um escândalo local se transforma em escândalo nacional. A coisa promete.



ENVIADO PELO ACELINO PONTES

BANCO COMUNITÁRIO, Pirambu: moeda circula este ano

Cédulas de Pirambu variam de Pr$ 0,25 até 10,00 e são confeccionadas com segurança contra falsificação

O valor de um Pirambu (Pr$ 1,00) será de R$ 1,00. O dinheiro deverá circular ainda neste ano, em caráter experimental

Cerca de 90 mil pessoas residentes do Pirambu terão, até o fim deste ano, a oportunidade de fazer suas compras no Bairro pagando com moeda própria. Entrará em circulação, ainda em caráter experimental, o Pirambu (Pr$), uma iniciativa que pretende solucionar a ausência de agentes bancários e financeiros na região. A exemplo do sucesso que é o Palmas, no Conjunto Palmeiras, o Banco Pirambu aposta na ideia de oferecer serviços bancários e operar com linhas de crédito específicas para micro e pequenos empreendedores, pessoas físicas e jurídicas formais ou informais, tudo sem sair da comunidade.

"A moeda corrente é a consolidação do Banco Pirambu. Através de uma parceria estratégica com o Banco Palmas, buscaremos resolver os problemas emergenciais da população como a compra de um botijão de gás ou o pagamento de uma conta de energia. O interessante é que emprestaremos o dinheiro para o pagamento em 30 dias, sem juros", explicou Nildo Sobral, coordenador do Banco.

Fundada em novembro do ano passado, a instituição foi idealizada pela ONG Centro de Incentivo à Vida (Cinv) e recebe a chancela do Banco Palmas, o único banco comunitário do País, que funciona com autorização do Banco Central. Desde 2007, a população do Pirambu recebe capacitação para trabalhar com a nova moeda, através do banco do bairro. Os comerciantes do local terão cartazes indicando que recebem o Pirambu. "A ideia foi bem aceita pela população. Apostamos no sucesso", disse Sobral.

Para ser cliente do Banco, o morador precisa comprovar que mora numa área determinada do Bairro, e apresentar RG e CPF. "Vamos liberar, inclusive para saques, um lastro de Pr$ 5 mil iniciais. Quando este dinheiro retornar, faremos circular novamente. A segurança das cédulas será a mesma do Palmas.

Atuação

Em um ano de funcionamento, o Banco Pirambu recebeu 7.436 títulos e convênios, repassou 187 pagamentos de INSS do Banco do Brasil, além de 632 depósitos, 313 saques,098 emissões de cartão e 121 contratações de crédito. "Também estamos fechando uma parceria com a Caixa Econômica para fazermos o pagamento dos benefícios do Bolsa Família", adiantou o coordenador.

O Banco Pirambu, ressalta, já virou uma referência do Bairro, não só pelo endereço, mas também por ter uma alternativa para tudo o que um banco convencional faz. "Quando começarmos a trabalhar efetivamente com a moeda social Pirambu, poderemos pensar até em ampliar o leque de serviços".

O Pirambu terá apresentações diversas, em cédulas de Pr$ 0,25; 0,50; 1,00; 2,00; 5,00; e 10,00. Para melhorar a segurança contra falsificações, a impressão é feita em papel especial, com número de série, marca d´água, logomarca do Banco e tarja holográfica.

Na última quinta-feira, os funcionários do Banco comemoraram o primeiro aniversário da instituição e apresentaram a nova moeda aos comerciantes. "Já tivemos a adesão de cabeleireiros, donos de mercadinhos, lava jato, enfim, tudo indica que resolveremos o problema da falta de banco no bairro". GUTO CASTRO NETO, REPÓRTER



ENVIADO PELO ROBERTO AURÉLIO

Ex-Fiapo, de fato, volta e meia "aparece coisa com o Roriz". Coisas graves. Por isso ele perdeu o mandato de senador. Aparece também (recente) coisa com o marido da Lurian, genro do Lula, indiciado em inquérito sobre corrupção ativa, ou passiva, sei lá qual é a posição que ele prefere, com o Lulinha, neto do Brasil, trazendo 15 companheirinhos para fazer turismo em Brasilia no avião presidencial.... Aparece coisa com um monte de gente. RA



ENVIADO PELO CLÁUDIO PEREIRA

TROPA BOA, Enquanto a Folha (PIG) numa matéria absurda e irresponsável aborda misteriosa fábula de um assédio a um certo bumbum, 30 anos atrás, para sujar a imagem do presidente Lula, a Carta Capital (revista considerada como a de maior credibilidade do País) da semana, em matéria de capa: PERSONAGEM DO MUNDO – LULA NÃO É SÓ O PRESIDENTE MAIS POPULAR DO BRASIL. GANHA TAMBÉM APROVAÇÃO PLANETÁRIA. Aquele abraço, Cláudio Pereira




ENVIADO PELO ACELINO PONTES

Ceará é bicampeão nacional de humor
No Domingão do Faustão, o humorista arrancou gargalhadas do público que lhe consagrou o grande vitorioso da noite.

O personagem de João Netto conquistou o troféu de melhor do Brasil no quadro "Quem chega lá"

A coroa de rei do humor brasileiro continua no Ceará. A vitória e o bicampeonato, na segunda edição do quadro "Quem Chega Lá", do Domingão do Faustão, foram garantidos pelo humorista João Netto na pele do irreverente "João Besouro". Na final, ocorrida no último domingo, o cearense enfrentou "São Longuinho", personagem do paulista Marco Barreto.

Na sua apresentação, "João Besouro" fez piada com o sotaque e com a cultura do povo em diversas regiões do País. Ele arrancou risadas e aplausos da plateia, no auditório do Faustão e em casa. O voto popular decidiu a disputa.

"Na hora em que saiu o resultado, só pensei: dever cumprido. Não decepcionei meu Estado e a majestade do humor continua no Ceará", narra João Netto, sem largar o troféu.

Até a vitória, ele passou por outras três etapas. Nas duas primeiras, os 16 participantes de todo o País disputaram as palmas e as risadas da plateia do programa, medidas por um "risômetro". Quem conseguisse alcançar o ponto mais alto no gráfico ganhava mais 30 segundos, podendo completar até quatro minutos.

João Netto passou por todas as fases com sucesso. "Foi uma verdadeira guerra de quatro batalhas. Foi preciso ter arsenal suficiente porque se você gasta todas as piadas na primeira fase, não tem mais o que dizer depois", afirma ele. Graças ao personagem João Besouro, protagonista da peça "O auto do compadre Cido", que o comediante, de 48 anos, saiu vitorioso, unindo criatividade e velocidade de improviso.

Planos

João Netto tem 29 anos de carreira. Ele começou em 1982, Recife, com a peça "Nós Precisamos Suar", que lhe valeu o prêmio "Ator Revelação". Para 2010, quando completará 30 anos de carreira, ele revela que prepara programação especial. Para começar, uma exposição de fotos da longa carreira.





ENVIADO PELO CLÁUDIO PEREIRA

TROPA BOA,

Após todo aquele espetacular estardalhaço feito pela mídia (sobretudo emissoras de TV que são vistas por um maior número de pessoas) quando do recente blecaute, eu mesmo pensei que pelo menos 20% dos brasileiros iriam reprovar Lula na primeira pesquisa de opinião que viesse a ser feita após o acontecido e que isto fatalmente significaria queda para Dilma Roussef.

Eu quase não acreditei quando vi que Dilma subiu na pesquisa SENSUS e a popularidade de Lula também cresceu, pois apenas 6,2% reprovam sua Administração.

Agora, após esta escandalosa e irresponsável matéria da Folha, a do improvável assédio ao “bumbum” desconhecido, vamos ver os resultados da próxima pesquisa.

Aliás, falando de percentuais, jornalista Hélio Fernandes, na Tribuna da Imprensa, de ontem, diz que 99,99% dos brasileiros desconhecem o tal colunista da Folha que quer aparecer (o dissidente do PT que dizem ter problemas psicológicos) e assinou a envergonhante matéria, aliás, para mim, página virada. Duvido muito que ele tenha conseguido seu intento...Presumo que mesmo após tanta badalação suja feita pelo PIG ele não conseguiu sair dos 99,99%...citados por Hélio Fernandes. Aquele abraço, Cláudio Pereira




ENVIADO PELA TEREZA

A Águia e as Galinhas

Um camponês criou um filhote de águia junto com suas galinhas.
Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha.
Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse.
Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:
- Isto não é uma galinha, é uma águia!
O camponês retrucou: - Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!
O naturalista disse: - Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa...
Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e disse: - Voa, você é uma águia, assuma sua natureza !
- Mas a águia não voou, e o camponês disse: - Eu não falei que ela agora era uma galinha !
O naturalista disse: - Amanhã, veremos... No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.
O naturalista levantou a águia e disse: - Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas. Desperte para sua natureza, e voe como águia que és...
A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no início, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada.
Então, ela sentiu seu sangue águia correr nas veias, perfilou de vagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu horizonte azul."
Criam as pessoas como se galinhas fossem, porém, elas são águias. Todos podemos voar, se quisermos.
Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar.
Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como as vezes querem que sejamos.
Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo.
Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca!



ENVIADO PELO TEREZA

Será mesmo que você é "Substituível"?
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta? - Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio:
O funcionário fala então: Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da
organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar.
E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível".
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. "
(Edward Everett Hale (1823-1909), clérigo e escritor norte-americano)




ENVIADO PELO ELMO

SE VAI MENTIR, CONVENÇA.......

O chefe saiu do escritório, encontrou a sua secretária no ponto de ônibus e caía a maior chuva.
Ele parou o carro e perguntou:
- Você quer uma carona?
- Claro, respondeu ela, entrando no carro.
Chegando no edifício onde ela morava, ele parou o carro para que ela saísse e ela o convidou para entrar no seu apartamento.
- Não quer tomar um cafezinho, um whisky, ou alguma coisa?
- Não, obrigado, tenho que ir para Casa.
- Imagine, o Sr. foi tão gentil comigo, vamos entrar só um pouquinho.
Ele subiu, atendendo ao pedido da moça.
Ao chegarem no apartamento, ele tomava seu drink enquanto ela foi para dentro e voltou toda gostosa e perfumada.
Depois de alguns goles, quem pode agüentar ?
Ele caiu, literalmente. Transou com a secretária e acabou adormecendo.
Por volta das 4:00 h da manhã, ele acordou, olhou no relógio e levou o maior susto.
Aí ele pensou um pouco e disse à sua secretária:
- Você me empresta um pedaço de giz?
Ela entregou-lhe o giz, ele pegou, colocou atrás da orelha e foi pra casa.
Lá chegando, encontrou a mulher louca de raiva e ele foi logo contando..
- Quando saí do trabalho dei carona para a minha secretaria, depois que chegamos no prédio onde ela mora, ela me convidou para subir e me ofereceu um drink, em seguida, ela foi para o banho e retornou com uma camisola transparente e muito linda, e após vários goles acabamos indo para a cama e fizemos amor, aí dormi e acordei agora há pouco...
A mulher deu um berro e falou:
- Seu mentiroso filho da puta, sem vergonha, estava no bar jogando sinuca com os seus amigos, nem sabe mentir, até esqueceu o giz na orelha.




ENVIADO PELO IVAN MAGALHÃES

Para mudar um pouco a prosa, muito carregada, que tem até congestionado meu obsoleto computador!

Texto muito bom, extraído do Pasquim nº 200, maio de 1973:

Uma Carreira Artística

Fernando Sabino

Então ele me contou que nunca dera muita sorte com mulher. Até que um dia... Bem, o Aírton, aquele safado, cada dia aparecia na pensão com uma mulher diferente. Tinha pinta de gigolô: topete, bigodinho e aquela conversa macia — o Aírton era cheio de truques. Um dia o levou ao seu quarto:

— Vem ver meu relicário.

Abriu uma mala e começou a puxar uma tira de roupas femininas amarradas umas nas outras: meias, calcinhas, combinações, sutiãs.

— Todas têm de contribuir.

E passava a instruí-lo:

— Mulher é feito criança, garotão. Se vier com chiquê, entra de tapa.

Entrar de tapa, ele? Está bem, mas quedê a mulher? Uma noite encontrou o Aírton na porta do cinema São Luís, com duas, uma loura e uma morena.

— Como é garotão? Vamos ao cinema?

O quê? Ir ao cinema com o Aírton e aquelas mulheres? Ele, um contínuo de jornal, que naquela noite vieara a pé da redação por não ter nem para o ônibus? Aquilo era uma gozação em marcha. Disse que não, muito obrigado, já tinha visto o filme — e foi saindo com ar displicente. Mas naquela noite, palavra de honra, deu vontade de ir lá no quarto do Aírton e bagunçar o seu relicário.

No dia seguinte, quando tomava no Alvear a sua média com pão e manteiga, viu na mesa ao lado uma das mulheres do Aírton, a loura, comendo uma coalhada. E ela lhe fez um aceno de cabeça:

— Você não é o amigo do Aírton?

Quis responder, e só saiu um cacarejo. Sim ele era o amigo do Aírton. Mas ela já começava a falar uma porção de coisas lá de sua mesa, numa mistura de castelhano e português: que estava triste, deprimida, nem o Aírton podia resolver, não sabia o que ia ser de sua vida.

Acabou passando para a mesa dela, ouvindo a história toda. Para resumir: tinha vindo da Argentina fazer a vida no Brasil. Não brincava em serviço e em menos de dois anos conseguiu juntar dinheiro vivo, agora ia voltar. Mas em Buenos Aires seus pais não sabiam da vida que ela levava e morreriam se soubessem. Pensavam que trabalhava no teatro, versão que ela própria tinha inventado através de cartas. Mas os velhos já andavam desconfiados, como havia de voltar e justificar o dinheiro ganho, sem uma prova de sua atividade artística?

Ele teve uma inspiração:

— Deixa comigo. Você tem um retrato seu aí?

Ela disse que talvez tivesse — mas de que adiantava um retrato? — já instintivamente mexendo na bolsa. Acabou desenterrando um retrato de passaporte. Aquele mesmo servia. Pediu o nome dela, anotou num pedaço de papel:

— Me encontra aqui amanhã a esta mesma hora.

E foi para o jornal. Sentou na máquina de um redator que ainda não havia chegado e escreveu: "A consagrada artista portenha regressa a seu país, depois de vitoriosa carreira nos palcos brasileiros..." Procurou o chefe da oficina:

— Não é todo dia que me aparece uma mulher dessas, seu Nestor. Por favor, me dá uma colher de chá.

Seu Nestor achou graça e mandou compor a nota. Depois foi a vez do Dias, gravador. O Dias achou mais graça ainda:

— Você tem jeito, menino. Não sei bem pra quê, mas tem jeito.

Pronto o clichê, pediu ao paginador que montasse a foto com o texto-legenda, já assistido pelo resto do pessoal da oficina — a idéia fazia sucesso. Tirou várias provas no prelo manual em papel já impresso do outro lado, recortou algumas com cuidado e meteu no bolso, respirando fundo: a gringa não perdia por esperar.

No dia seguinte, lá estava ela no Alvear. Se esperava por ele, não parecia: desta vez tomava chá, mastigando um pedaço de torrada Petrópolis com manteiga dupla, que segurava na ponta dos dedos como uma lagartixa pelo rabo. Sem uma palavra, estendeu-lhe o recorte. Ela parou de mastigar, arregalou os olhos. Depois de ler duas vezes, o olhou assombrada:

— Pero como? Como hay logrado, chico mio?

E começou a cobri-lo de beijos ali mesmo, lambuzados de manteiga, chamando-o de precioso.

— Mira, chico: no te olvides que jamás he tenido um hombre que no fuera por dinero. Pero contigo será diferente.

Naquela mesma tarde ela compareceu ao seu quarto na hora marcada: a las cinco en punto de la tarde. Foi entrando e tirando a roupa, ele que não reparasse, "yo soy mui despudorada". Não trazia sob o vestido nada que o Aírton pudesse acrescentar ao seu relicário. Ele, também despudorado, num segundo estava nu. Sua emoção era tanta que chegou a tropeçar no pé da cama antes de cair sobre ela. Mas ela se encarregou de acalmá-lo, com profissional habilidade. E, para seu pasmo, a horas tantas — ah, se o Aírton soubesse! — propiciou-lhe algo de seu repertório que reservava só para os raros: em prodigiosas contrações rítmicas acompanhou do princípio ao fim a música que o radiozinho de pilha tocava naquele instante: o Tico-Tico no Fubá.



ENVIADO PELO SIMONETTI

Grande Silveira,
Vcs são de esquerda:
- Cesinha é confiável?
- pq só agora apareceu essa história?
- vc acha que Cesinha foi omisso.
- vc acha que Lula foi o quê?

P.S.: Silvio Tendler confirmou e Paulo de Tarso não negou a história.




ENVIADO PELO SILVEIRA

Grande, Será que o Cesinha é confiável?
Por que só agora apareceu com esta história ou estória?
No mínimo foi omisso. Abrs Silveira



ENVIADO PELO FRANKLIN

Aos profissionais da imprensa.

A respeito do artigo publicado na Folha de São Paulo, nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, sob o título “Os filhos do Brasil” (pg. A8), de autoria do cientista político César Benjamin, onde sou citado nominalmente como participante de um almoço acontecido durante a campanha de 1994, com a presença do atual Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, e outros interlocutores, gostaria de me manifestar publicamente para que não pairem dúvidas sobre a minha versão do acontecido:

1- O almoço a que se refere o artigo de fato ocorreu. O publicitário americano mencionado se chamava Erick Ekwall e nos tinha sido recomendado pelo empresário Oded Grajew.

2- Eu, Paulo de Tarso, então responsável pela campanha publicitária do atual Presidente, não me recordo da presença de César Benjamin nesse almoço - embora ele trabalhasse conosco na campanha.

3- Confirmo a informalidade do almoço, mas absolutamente não confirmo qualquer menção sobre os temas tratados no artigo.

4- Não compreendo qual a intenção do articulista em narrar os fatos como narrou (como disse, sequer me lembro de sua presença na mesa).

5- Não concordo com o conceito do que foi escrito - um ataque particular à figura do Presidente da República que, na minha opinião como cidadão, independente de quem seja, deve receber o respeito da sociedade brasileira como representante maior das instituições democráticas.
Sem mais.
Atenciosamente,
Paulo de Tarso da Cunha Santos.



ENVIADO PELO SIMONETTI

"Triste e abatido"
Em artigo publicado na Folha, um esquerdista histórico afirma que Lula tentou subjugar um rapaz quando estava na prisão. O presidente ficou perplexo

A um mês da estréia de Lula, o Filho do Brasil, surge um depoimento que contrasta fortemente com o filme de contornos hagiográficos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sexta-feira passada, o jornal Folha de S.Paulo publicou um artigo que deixou de olhos arregalados todos os que o leram. Intitulado "Os filhos do Brasil", o texto é assinado por César Benjamin, um dos mais célebres militantes da esquerda brasileira. Entrou para o movimento estudantil ainda adolescente. Por sua militância política, ficou preso por cinco anos e foi expulso do Brasil em 1976. Quando voltou, empenhou-se na fundação do PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006, foi candidato a vice-presidente pelo PSOL. Hoje, está sem partido. Cesinha, como é conhecido, relata o que teria sido uma revelação devastadora feita por Lula a ele em 1994.

Na ocasião, o petista iniciava sua segunda campanha a presidente. Benjamin estava na equipe de marketing do candidato. Ele relata: "Lula puxou conversa: ‘Você esteve preso, não é, Cesinha?’ ‘Estive.’ ‘Quanto tempo?’ ‘Alguns anos...’, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: ‘Eu não aguentaria. Não vivo sem b...’. Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos trinta dias em que ficara detido. Chamava-o de ‘menino do MEP’, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do ‘menino’, que frustrara a investida com cotoveladas e socos". Segundo Benjamin, o diálogo foi presenciado pelo publicitário Paulo de Tarso da Cunha Santos. O publicitário, cujos contratos com o governo federal montam a 300 milhões de reais, negou em nota lembrar-se do episódio.

Por liderar greves no ABC paulista, Lula passou 31 dias preso no Dops, em São Paulo, em 1980, com outros sindicalistas. VEJA ouviu cinco de seus ex-companheiros de cela. Nenhum deles forneceu qualquer elemento que confirme a história de Benjamin. Eles se recordam, porém, de que havia na mesma cela um militante do Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP). "Tinha um rapaz com a gente que se dizia do MEP. Tinha uns 30 anos, era magro, moreno claro. Eu não o conhecia do movimento sindical", diz José Cicote, ex-deputado federal. "Quem estava lá e não era muito do nosso grupo era um tal João", lembra Djalma Bom, ex-vice-prefeito de São Bernardo do Campo. "Eu me lembro do João: além de sindicalista, ele era do MEP mesmo", conta Expedito Soares, ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O João em questão é João Batista dos Santos, ex-metalúrgico que morou e militou em São Bernardo. Há cerca de três anos, ganhou uma indenização da Comissão de Anistia e foi viver em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Por meio do amigo Manoel Anísio Gomes, João declarou a VEJA: "Isso tudo é um mar de lama. Não vou falar com a imprensa. Quem fez a acusação que a comprove".

O Palácio do Planalto reagiu com indignação, qualificando o relato de Benjamin de "loucura". O chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, disse que o artigo de César Benjamin era ato de um "psicopata". Carvalho afirmou também que Lula havia ficado "triste, abatido e sem entender" as razões que levaram o militante histórico a fazer um ataque tão destruidor contra sua honra.



ENVIADO PELO PERIANDRO

QUOTIDIANO

Brasileiros indignados com tudo da Presidência da República, imiscuindo-se até nos cometimentos de ordem pessoal e familial, quedam-se silentes quanto ao que
vem acontecendo nos governos de Brasília e do Rio Grande do Sul. Sem se aperceberem, em seus íntimos se processa idolatria de casta; veneram tudo o que, sob suas ópticas representa limpeza, beleza, leveza, artigos refinados, grifes afamadas, luxo e glamuor.
Se sete anos sucedem sem reajustes salariais, e tantos outros dias sem mudanças na estrutura do Imposto de Renda, isto é relevado, afinal os doutores estão com a verdade, ainda que o sacrifíco da classe média não se reverta em ganhos para a sociedade; nos porões os dinheiros são repartidos com os privilegiados.
Os críticos mordazes se perdem pela pouca firmeza de caráter; não querem punição de culpados, que a verdade se espraie, que a política caminhe a passos largos para a moralidade. O que desejam realmente é que os intrusos, por não pertencerem à classe alta, sumam, despenquem em abismos colossais, e jamais retornem à ribalta.
Seja vendido o país, morram de inanição crianças, não se invista em educação e saúde, proceda-se acidente criminoso em plataforma de petróleo, falte energia, por deliberada intenção de não investir-se, porque se intenta vender as companhias para outros povos, transformemo-nos em um país de quinta categoria, tudo é desculpado, tudo é permitido, porque a capitanear o país homens de olhos azuis e peles alvas.
A Casa Grande alimenta com ração, e abate o rebanho nas caladas.
Eu que sei de meu desdouro, visto pele de lobo e escapo na noite escura.
Os homens caçam-me. Ante os "cidadãos de primeira classe" sou um desertor, um rebelde, um ingrato.
Avie-se um golpe militar e esfole-se o subversivo, o miserável comunista, que, petulante, insurgiu-se contra o status quo. José Periandro.

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