terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lula é o Brasileiro do Ano

ENVIADO PELO PERIANDRO

Coelho, nem sei o que dizer, mas o mundo está se transformando e novos acontecimentos repercutirão, quem sabe em breves tempos.
Os países que atualmente estão no topo, não necessariamente nele se encontrarão amanhã.
Sei que muita gente não acredita no invisível, mas se prepara algo muito profundo para esta Terra de Promissão.
A Política crescerá em vergonha, respeito e solicitude. Velhas praticas serão combatidas e vencidas, mais cedo ou a mais tardar.
Lula seria uma espécie de transição. Outros virão com maior força. Mal comparando, como se João Batista anunciasse Cristo.
Creio deva nosso país avançar a partir de Lula, nunca retrogradar para um passado recente ou mais longínquo.
Reforço meus argumentos a favor de nosso presidente por entender que se deixá-lo enfraquecido ele cairá por conta das forças poderosas que o oprimem.
É fundamental que você em seu contraponto, Simonetti, Carlos Lourenço e muitos outros façam oposição, porque o melhor amigo de qualquer político é aquele que o vigia. Em você, mais do que nos outros amigos, vejo refletir um combate mais lúcido, sem revanchismo.
Aceito como uma boa crítica estar eu empolgado, a ponto de elogiar o presidente de uma forma quase irrestrita.
Nós também somos os caras porque todos os seres humanos somos luzes que brilham nas estradas da vida. Um forte abraço, Periandro.



ENVIADO PELO COELHO

Arre égua, Peri! Mas, e o povo brasileiro? e eu? e tu? e o rabo do tatu? esquece tudo .... lula, lula e lula.... Arre égua, Peri!!!! Menos, cara, menos (posso te chamar de cara ou só lula é o cara?)



ENVIADO PELO PERIANDRO

SEM UFANISMO, MAS LULA É O POLÍTICO DO MUNDO.
. QUEM CONVERSA COM TODOS, DA DIREITA À ESQUERDA?
. QUEM INCENTIVA A PAZ NO MUNDO?
. QUEM ESTÁ UNINDO A AMÉRICA DO SUL?
. QUEM DENUNCIA E REDUZ A FOME QUE ESPOLIA?
. QUEM LIVROU A AMÉRICA DO SUL DO ABUSO DOS ESTADOS UNIDOS COM A ALCA?
. NO PLANO LOCAL: QUEM TROUXE A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL E AS OLIMPÍADAS?
. QUEM ESTÁ IMPULSIONANDO NOSSO PAÍS PARA O PROGRESSO?
. QUEM TEM CORAGEM DE COMBATER O PODERIO ATÔMICO DOS EUA E SUA FALSIDADE EM CRITICAR OS QUE
QUEREM SEGUIR O MESMO CAMINHO ARMAMENTISTA?
. QUEM ESTÁ CONSTRUINDO UM NOVO ORDENAMENTO ECONÔMICO PARA NOSSO BRASIL?
. QUEM ESTÁ COLOCANDO NOS CORAÇÕES BRASILEIROS A SENSAÇÃO DE QUE É BOM SER BRASILEIRO?
. QUEM RECEBENDO UM ACÚMULO DE TANTO ÓDIO TEM CAPACIDADE PARA RESISTIR E TRATAR AS PESSOAS COM CIVILIDADE?
NÃO O CULTO À PERSONALIDADE, MAS LULA É O CARA. Peri. Sorry.



ENVIADO PELO CLÁUDIO PEREIRA

TROPA BOA, ...foi ontem... Eu não tenho culpa...
Aquele abraço, Cláudio Pereira
Lula recebeu na noite passada, em São Paulo, o título de ‘Brasileiro do Ano’. Concedeu-o a revista IstoÉ.
Ao discursar, voltou a fustigar a imprensa. Lembrou das ironias que lhe foram dirigidas por ter dito que a crise chegaria ao Brasil como uma “marolinha”.
Queixou-se: "No Brasil, temos a turma do ‘eu acho’, do ‘achismo', que não perde oportunidade de criar condições para que a desgraça permaneça neste país".
Esmiuçou o raciocínio: "No Brasil, tem uma coisa engraçada. Tem dia que você acorda, lê os jornais e a vontade é de se matar, porque o mundo está acabando”.
E voltou a bater: “Se vocês então ficarem só nas manchetes, nem saiam de casa, porque tem um certo azedume, aquela coisa tão azeda que faz mal para o país".
Lula disse que poderia dedicar o prêmio a auxiliares. Empilhou nomes: Guido Mantega, Henrique Meirelles, Miguel Jorge e Franklin Martins.
Afirmou que também poderia dedicar a honraria “à minha mulher, aos meus filhos, essa coisa que todo mundo faz”.
Mas preferiu consagrar o título “àqueles brasileiros que vivem no anonimato e que, aos poucos, estão conquistando a sua cidadania”.
Dedicou a honraria também “aos empresários que não se acovardaram e resolveram enfrentar a a crise de peito aberto e vencê-la”.
Mencionou, de resto, os “intelectuais que tiveram coragem de fazer o debate econômico pela imprensa brasileira”.
Esboçou um elogio à imprensa –“Contribui de forma extraordinária para a consolidação do debate democrático”.
Mas logo deu meia-volta: “Mas muitas vezes não contribui, quando permite que a mentira prevaleça sobre a verdade”.
Declarou que, “graças aos otimistas desse país”, o Brasil “entrou por último na crise e saiu mais forte”.
Enfatizou: “Vou dizer pra vocês: não tem mais volta, quem tiver apostando que nesse país vai acontecer o que acontecia em anos passados... Acabou!”
“Esse país se encontrou consigo mesmo”, Lula arrematou.
Ouvia-o da platéia o governador tucano de Minas, Aécio Neves, brindado pela IstoÉ com o título de “Político do ano”.
Escrito por Josias de Souza



ENVIADO PELO SIMONETTI

Foi divulgada ontem uma nova pesquisa CNI/Ibope:
Serra - 38%
Dilma - 17%
Ciro Gomes - 13%
Marina Silva - 6%

Na pesquisa anterior, de 22 de setembro, os números eram estes:
Serra - 35%
Dilma - 15%
Ciro - 17%
Marina - 8%

E quando “Lula, O Filho do Brasil” chegar às massas, o presidente alcançará 130% de popularidade, seduzindo, de antemão, gerações futuras. É possível, né?



ENVIADO PELO FRANKLIN

Parece que o Silveira tem razão. Isso é que se chama confissão.



ENVIADO PELO SILVEIRA

O MAIOR FURO DO JORNAL O POVO.
ZÉ SERRA, O VAMPIRO, DESISTIU DA CANDIDATURA.
VEJAM A MANCHETE DA EDIÇÃO DE SÁBADO.
ZÉ SERRA CONCLAMA O POVO A VOTAR NO MELHOR CANDIDATO.
Abrs Silveira



ENVIADO PELO CLÁUDIO PEREIRA

TROPA BOA, O MOBRAL VAI VOLTAR! Lembram o MOBRAL? Movimento de Alfabetização de Adultos e que fez belo trabalho de educação em nossa terra? Pois o Ministério da Educação está com um grupo de estudos para viabilizar o Mobral II, em 2011. Muito bom porque o Mobral ensina não apenas a soletrar mas a compreender o significado das palavras e o teor dos textos e mensagens. Vai ser muito bom porque várias pessoas conseguem apenas soletrar as palavras sem entender o que elas dizem.
Gente, por exemplo, soletra coisas que se diz acerca do Brasil, que atravessa a melhor fase da sua história, mas não percebem o real significado do que está escrito, imaginam outra coisa. Com o MOBRAL vai ser diferente.
Vivas! O Mobral vai voltar! Cláudio Pereira

TROPA BOA, SIMONETTI, De que adiantou toda a badalação ridícula, boba, envolvendo Cesinha, Daiane & etc?
De repente, não mais que de repente, jornal de hoje, O Povo, pg.19, revela dados da última pesquisa CNI/IBOPE:
“A AVALIAÇÃO POSITIVA do Governo Lula CRESCEU em novembro deste ano. O Governo foi avaliado de forma positiva por 72% dos brasileiros contra 69% que manifestaram a mesma posição em setembro deste ano. FOI O MELHOR ÍNDICE REGISTRADO EM 2009”
“A APROVAÇÃO PESSOAL DE LULA TAMBÉM SUBIU em novembro, registrando avaliação positiva de 83% dos entrevistados.
Com o blecaute, a reprovação ao Governo diminuiu e com o caso Cesinha sua aprovação aumentou.
Tem jeito não. Diz o dito popular “os cães ladram, a caravana passa” Sorry... Cláudio Pereira

FRANKLIN, ESTOU AUSENTE NEM LI PORRILHÕES DE MENSAGENS QUE ME CHEGARAM, DESDE SEXTA ESTOU EM MIL E UM OUTROS AGITOS.
QUANTO A ESTA BOBAGEM CONTRA LULA E DILMA, BASTA OUVIR O QUE O POVO DIZ. NA ÚLTIMA PESQUISA DE OPINIÃO SENSUS, APESAR DE TODA A CAMPANHA CONTRA CRESCERAM LULA E DILMA. COMO DIZ O DITO POPULAR: OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA. AAQUELE ABRAÇO,
CLAUDIO PEREIRA



ENVIADO PELO PERIANDRO

Prezado Camelo Parente, Camelo, Parente, Francapa.
Só quero parabenizá-lo pela bela homenagem ao grande John Lennon.
Muito criativa e amorosa a repartição entre seus pontos e o do valoroso britânico.
Não respondi no mesmo local para não ferir o colorido das cores e das palavras.
Um grande abraço, Periandro.

Sei não, mas sou mais uma Coroa que um Vampiro. Se for uma coroa de rei, ótimo. Se for uma mulher boazuda, melhor ainda.
Agora, um vampiro me chupando, arre égua, nem morto. Periandro.



ENVIADO PELO CAMELO PARENTE

JOHN LENNON (29 anos de morte) por Francisco Antônio Parente

John, ah, John, quando lembro aquele oito de dezembro de oitenta, a amargura toma-me conta da alma. Realmente, Em “happiness is a warm gun “, dizias: “a felicidade é uma arma quente ”. Naquele fatídico dia, após uma jornada de trabalho, estavas em paz contigo mesmo e com os outros, inclusive com o sucesso: O “Double Fantasy” estourando nas paradas de todo o mundo... voltavas de uma reclusão voluntária de cinco anos – quando sentiste a plenitude de ser pai... propunhas a Yoko um recomeço... em suma: Estavas feliz, talvez como nunca estiveras em toda a tua vida... mas John, a felicidade foi uma arma quente nas mãos de um louco – louco para aparecer e louco de inveja – que, com um impulso imbecil e regicida, puxou o gatilho: pam, pam, pam... apenas alguns tiros e estavas morto.

Lembro-me quando, de uma maneira poética e até profética, em “Nowhere man” tu falavas: “Ele é apenas um Zé ninguém sentado em sua terra nenhuma fazendo todos os seus planos de nada para ninguém ”. E na mesma canção dizias ainda: “Zé ninguém, por favor ouça, você não sabe o que você está esperando. Zé ninguém, o mundo está sob seu comando. E este zé ninguém veio travestido em seu fã ou admirador, comandando realmente e mudando todo o curso da história. E ali jazia, grotescamente assassinado, o arauto da paz e do amor. O pacifismo que tão bem cantaras em “Imagine” e levaras às últimas consequências através de inúmeros out-doors com a inscrição “A GUERRA ACABOU – se você quiser ” . Foi na música “Imagine” que lançaste o brado do pacifismo: “Imagine toda a gente vivendo a vida em paz... compartilhando o mundo todo... junte-se a nós e o mundo será um só ”.

Merece ainda citação tuas palavras também proféticas quando falas em “Scared”: “Estou apavorado... ódio e crime vão ser a minha morte... Canto a paz e o amor, não quero ver carne crua e sangrenta ”. Ainda sobre a necessidade de amor, dizes em “Mind Games”, com bastante propriedade: “Estamos divagando juntos... Amor é a resposta e você sabe disso. O amor é uma flor que você tem que deixar crescer... Continuamos divagando juntos”. Mas nada tem tanta profundidade quanto quando resumes tuas mensagens na frase de ”Give Peace a chance”: “Tudo o que nós estamos dizendo é que dêem uma chance à paz”.

Acompanhamos também tua angústia na análise da vida familiar, quando em “Mother”, revoltado, gritavas: “Mãe, você me teve mas eu nunca tive você. Pai, você me deixou mas eu nunca deixei você. Crianças, não façam o que eu fiz: Eu não podia andar e tentei correr... Mamãe, não se vá! Papai, volte prá casa! ”. Ao mesmo tempo em que tentavas te livrar de fantasmas do passado, em “Woman is the nigger of the world” te revoltavas com a sociedade machista com muita sinceridade: “A mulher é o negro do mundo... sim, ela é. Se ela não for uma escrava, dizemos que ela não nos ama. Se ela é verdadeira, dizemos que está tentando ser homem. A mulher é a escrava das escravas ”. E foi com esta revolta contra o machismo, que te tornaste também porta-voz das feministas; Em “Power to the People”, perguntas e ao mesmo tempo respondes: “Eu pergunto a você, camarada irmão, como você trata sua própria mulher quando você chega em casa; Se ela pode ser ela mesma, então ela pode dar o que ela mesma é ”. Aí eu, em “Crippled Inside”, vejo também tua preocupação com o ser verdadeiro, com a verdade, quando afirmas “Você pode lustrar seus sapatos e por um terno. Você pode pentear seus cabelos e parecer bastante atraente. Você pode esconder o seu rosto através de um sorriso. Uma coisa você não consegue esconder: É quando está aleijado por dentro ”. Outra vez, ainda com muita sinceridade e coragem, em “Give me some truth”, tu escreveste: “Estou enjoado e cansado de ouvir coisas de hipócritas nervosos e bitolados. Estou farto de ler coisas de políticos neuróticos, psicóticos e bem-estabelecidos... Tudo o que eu quero é a verdade... Me dêem um pouco de verdade agora ”.

Também, como seria consequência de todo o teu modo de pensar, mostravas uma grande preocupação com as injustificáveis desigualdades sociais. Na música “We´re all water”, disseste: “Somos todos águas de diferentes rios, por isto é tão fácil se encontrar. Somos todos água neste vasto oceano... Um dia iremos evaporar juntos ”. Tu achavas também, como disseste em “Instant Karma”, que todos mereciam uma oportunidade na vida... afinal, a vida é para ser vivida com felicidade, com brilho: “É melhor você reconhecer seus irmãos, todos os que você encontrar. Afinal, por que estamos aqui? Certamente não é para viver em dor e medo. Todos nós brilharemos, como a lua, as estrelas e o sol ”.

John, embora na emblemática e chocante canção “God” tenhas dito: “O sonho acabou... que posso dizer? O sonho acabou... Por isto, caros amigos, vocês têm apenas que seguir adiante. O sonho acabou ”... embora eu vá seguir adiante, como tu sugeriste, não concordo com o sonho ter acabado. Na realidade, o sonho por uma sociedade mais justa, calcada na paz e no amor, este sonho apenas está começando. A semente foi plantada por pessoas como tu. Nós a regaremos para que a árvore que ali floresça dê bons frutos e um dia nós possamos ver que o teu sonho de paz e amor não acabou e brotou em nossos corações.

E o mundo então será um só. Descansa em paz, John!



ENVIADO PELO PERIANDRO

Esse zelador não foi sensato, se verdade for o conteúdo postado.
Não sei se o salário dele não permitia que ele pudesse usar o bolsa-família.
Tive o cuidado de perguntar a um porteiro e ele me repassou que a mulher dele recebe benefício, sim, não firme quanto se era o bolsa-família.
Em nosso condomínio os porteiros tanbém ganham almoços e vales-transportes, o que se acrescentam a seus salários.
O famigerado zelador deveria ter pensado no exemplo a ser dado a seus filhos, o da responsabilidade do trabalho. Se verdade for o que foi dito, tornou-se ridículo. Em todo o caso, é bom rever a matemática produzida, coisa que eu não estou com paciência para destrinchar.
Em vários anos de programas sociais, com milhões de pessoas sendo beneficiadas, circulando em maior escala a economia, vem um cidadão considerar tudo perdido, simplesmente por uma, e não mais que uma, pessoa raciocinar erroneamente, não lembrar de aposentar-se de futuro, e não perceber que os recursos governamentais são temporários...
Para que serve um governo se não para promover uma relativa justiça social, uma possível igualdade num mundo desigual, favorecimento de oportunidades para quem está perdido em seus problemas?
Feio é o que sempre se fez neste país: transferência de recursos das classes média e pobre para os ricos, sem que os atuais descontentes jamais intentassem empreender contestações virulentas.
Desconforta-me, todavia, o senhor articulista prorromper de forma acintosa, orgulhosa e preconceituosa contra os nordestinos, afirmando aqui ser o presidente unanimidade em razão dos benfef´cios, o que não se coaduna perfeitamente com a realidade, por não existir absolutas subserviência ou lealdade . Demais, acaso em outras regiões não constam necessitados para tão-só nossa região ser exemplificada?
Fica bem saber que o Nordeste, mercê não só de assistencialismo responsável, também de investimentos programados, está se sobressaindo bem mais que outras regiões que se empantufavam, e em seus egoísmos não permitiam que mais carentes ascendessem no contexto social.
Ressoa o responsavel pelo escrito uma animosidade, como se o Nordeste também não compusesse o Brasil, e os carentes não pudessem sonhar com melhores perspectivas.
Confiemos no futuro, que já tem as respostas aprontadas.
Que cada qual busque sua verdade. Periandro.




ENVIADO PELO SIMONETTI

1. As únicas opções de vestimenta não são "Armani" e "rota".
2. O "processo do voto" não é "sagrado".
4. Lula conseguiu uma autorização especial para deixar a prisão e estar presente no velório e enterro da mãe.
5. "Procure sabe" (sic) não é resposta.
6. "A pergunta deve ser encaminhada" não é resposta.
8. "Eu não sei e isto não me interessa" não é resposta.
10. "Tu foste longe demais em teus devaneios" não é resposta.
11. "Você queria que ela engomasse, lavasse, fizesse comida e lavasse a louça e os sanitários?" não é resposta.
13. Zé Dirceu teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, no dia 1 de dezembro de 2005, aproximadamente à meia-noite e meia. O placar da votação foi de 293 votos a favor da cassação e 192 contra. Zé Dirceu está inelegível até 2015.



ENVIADO PELO FRANKLIN

Minha prezada e querida Lamparina Enferrujada, apesar de movida a álcool, é o seguinte:

Para apenas visualizar o nosso blog, simplesmente você coloca a seguinte URL no seu BROWSER (k k k k k k k, gostou?). Veja que não se digita o famoso WWW :

http://cabchbagenda.blogspot.com

Para postar no poste ou blogar no blog, você tem que fazer o seguinte:

Primeiramente, se naquele momento estiver usando o email do GMAIL, você tem que sair dele, ou seja, fazer LOGOFF (gostou de novo?)

Segundamente, você entra no blog usando a URL acima. Feito isso, você clica na opção LOGIN. Na janela seguinte você preenche assim:

Usuário: cabchbagenda

Senha: festadodia

A senha deve ser colocada em letras minúsculas e devemos mantê-la divulgada somente entre os participantes do Grupo. Pois, como já deu para se depreender, todos nós podemos logar (ou postar).

A seguir clique no botão azul LOGIN. Na próxima janela clique no botão, também azul, NOVA POSTAGEM, quando, finalmente, surgirá a janela onde você vai digitar seu texto. Eu aconselho que digite o seu texto antes, em outro local, para depois copiá-lo para o campo de postagem

Ao fazer (ou digitar) a postagem procure, sempre, colocar um título na dita cuja pois isso ajuda a se fazer pesquisas futuras sobre determinados assuntos.

Ao terminar de digitar clique no botão vermelho PUBLICAR POSTAGEM que fica logo abaixo do campo de postagens.

Espero que tenha sido claro. Se não fui, concluio que somente lá no ENCOGALO depois da diluição de pelo menos três litros da podre é que você terá algum poder de concentração para entender toda essa enrolada. Beijos, Franklin.

PS. Ô bicho teimoso dos seiscentos .... Já te disse que o CRCP ficava lá na Av. Pasteur. Quando tu não tiver de porre eu vou te levar lá, bicho brabo, pois de porre tu não vai se lembrar de nada mesmo. Don Pep, o que é que faço pra botar essa coisa na cabeça (ou será pavio?) dessa Lamparina? Esse cara tá com o juízo lá na caixa prego!
O abraço no Silvazim já foi transmitido via Skype. Véi quando tá caducando é assim, daqui acolá é que se lembra de alguma coisa da infância.



ENVIADO PELO JOÃO SAMPAIO

Ei, fulerage, diz cumé que a gente bloga nesse blog, ou como a gente posta nesse poste!
Eu tentei e num deu nada!
E eu que queria falar como te conheci no Clube Recreativo Carlito Pamplona, que ficava na Rua Lucas Pinto!!
E não me venha falar que ficava na Pasteur, que eu nunca vou engolir. Eu próprio invento minhas verdades, e quando chega na "moringa" ninguém tira!
Dê um abraço em Sinvalzim, que fez a quinta série comigo no Flávio Marcílio. bjs Lampa



ENVIADO PELO PERIANDRO

Estou com saudades da Icléia, da Jane, da Myrtis e demais meninas que compõem este grupo. Façam-se presentes. Manifestem-se. Os marmanjos aguardam. Peri.



ENVIADO PELO LEÃO

Franklin, acho que tua resposta tem um bocado de verdade. Mas acho também que merecem outras explicações.

Como se trata de um programa de governo de cunho social e econômico é preciso que seja bem avaliado sob essas óticas, principalmente. Pois, onde há fumaça há fogo ( veja a dúvida, minha, que estou aqui procurando me informar com o grupo, imaginem de quem está totalmente por fora dos acontecimentos ).

Milhões de pessoas estão sendo beneficiadas, outros milhões estão pagando a conta. E isso ocorre no hoje, no curto prazo. No médio e longo prazos, os pagadores, principalmente, esperam que o programa dê efetivos resultados, e não somente do ponto de vista humanitário ( importante, é claro ), mas que tragam retornos amplos, sociais e econômicos. Que permita e favoreça a todos e não somente aos de menor renda. Acho que é assim que deve funcionar a Democracia, ou a Economia.

Portanto, acho também que vale a pena checar melhor essas informações, para que tenhamos uma defesa mais sustentada ( e, pelo amor de Deus !!!!!!! não estou criticando o programa, nem você é claro, pelo menos por enquanto ahahahahah). O próprio governo poderia devulgar e tratar melhor as pesquisas sobre estas transferências. Grande abraço. Leão.




ENVIADO PELO FRANKLIN

RECEBI O EMAIL ABAIXO. DEI A RESPOSTA SEGUINTE:

"Meu querido e prezado Rui Soares, você acha isso um mal, uma pessoa ganhar bem?
Suas contas são reais ou você repassou sem dar aquela conferida no próprio site que você sugere? Dê uma conferida que não é bem isso que está nesse email.

Porém, se fosse verdade tudo aquilo, sabe como é que se elimina esse "mal" (que você imagina), é as empresas passarem a pagar melhor seus empregados. Os salários no Brasil são aviltantes, não acha?

Você acha decente uma família viver ganhando somente um salário mínimo?

Outro aspecto dessas "absurdas esmolas" que o governo dá: a obrigatoriedade de manter os filhos dessa "gentalha" nos colégios. Só isso já pagaria tudo. Pense nisso. Um grande e fraternal abraço. Franklin."


Zelador que pediu demissão!!!

Isso é uma veeeeeeeeergonha....

* Não é novo, isso é para não esquecer, pq infelizmente o brasileiro na época de eleição esquece certos fatos...

* ZELADOR QUE PEDIU PARA SER DEMITIDO

Interessante e verídico!!! (Eu, Franklin, pergunto: será que é verídico?)

O zelador de 1 prédio em Natal/RN , pediu à administração do condomínio onde trabalhava que o demitissem.

Contou o motivo; tem dois cunhados desempregados, lá mesmo em Natal, e que, por conta da Bolsa Escola, Cartão Cidadão, Cartão Alimentação, Vale Gás, Transporte Gratuito, Vale-Refeição (acreditem - Vale-refeição) e demais benefícios do nosso governo, dadas a título de esmola, vivem melhor que ele.

Aí paramos e fomos fazer umas continhas:
1. Bolsa escola - R$ 175 para cada filho que freqüente as aulas (2 filhos) = R$ 350,00 ( em dinheiro )
2. Cartão cidadão (cujo intuito é restituir a cidadania) = R$ 350,00 ( em dinheiro )
3. Vale gás (um por mês) = R$ 70,00
4. Transporte (calculamos 4 passagens diárias, que é uma boa média)
R$8,00/dia x 20 dias . = R$ 160,00
5. Vale refeição (um por dia) R$ 3,50/dia x 30 dias x 4 pessoas (ele a
Esposa e os dois filhos) = R$ 420,00

Total em dinheiro = R$ 700,00
Total em serviços = R$ 650,00
Total mensal = R$ 1.350,00
Meu Deus!!!! Quanto VC ganha por mês TRABALHANDO????

Obs.1 : O salário do zelador acrescido de horas extras e tudo mais girava em torno de R $ 830,00/mês.
Obs.2: Tudo isso é o estabelecido pela *LEI No 10.836, de 09 DE JANEIRO DE 2004*.

Duvida (?????) , então consulte:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.836.htm

Como o zelador tem três filhos em idade escolar, para ele é vantajoso ficar desempregado e ter esses benefícios. Seu 'salário desemprego' irá girar em torno de R $ 1.525,00, quase o dobro do que ganha trabalhando.

Como diria o Boris Casoy (expurgado da TV por se opor ao Lula, agora na TV BANDEIRANTES): 'ISTO É UMA VERGONHA!'.

Sabe quem paga por isso?

'NÓS', os 'OTÁRIOS'

Distribuir a renda, correto, mas isso é ESMOLA em exagero e o pior com o nosso suor.

Porque você acha que o Nordeste em peso votou no Lula? (Olha aí o velho ranço preconceituoso)

PORTANTO MEUS AMIGOS; "Trabalhem duro porque milhões de pessoas que vivem do Fome-Zero e do Bolsa-Família, sem trabalhar, dependem de você."

REPASSEM URGENTE ANTES DE 2010, AINDA HÁ TEMPO, PARA CORTAR O MAL...




ENVIADO PELO FRANKLIN

(Recebido do MARTINHO)

Lula "decepciona" Obama, diz jornal Influência do Brasil na América Latina incomoda, segundo Wall Street Journal

Isabel Fleck CORREIO BRASILIENSE

As posições divergentes de Estados Unidos e Brasil sobre a resolução do conflito e as eleições em Honduras expuseram de forma mais explícita a dificuldade de Washington em manter proximidade não só com o maior país latino-americano, mas com toda a região. Em sua edição de ontem, o The Wall Street Journal, um dos mais influentes dos EUA, evidenciou a resistência do continente a aceitar que o país permaneça como ator dominante nas Américas, mais ainda tendo como contrapeso o Brasil, a China e o bloco antiamericano liderado por Hugo Chávez. O jornal chega a afirmar que o presidente Barack Obama, que diante de todo o mundo exaltou o colega Luiz Inácio Lula da Silva - "este é o cara", disse numa reunião internacional -, estaria decepcionado com a política externa brasileira.

"A emergência do Brasil como potência hemisférica mostra-se um desafio e - em termos de política externa - um desapontamento para Obama, que, como George W. Bush, desenvolveu uma relação próxima com o carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva", afirma o Wall Street Journal. O periódico destaca que as posições discrepantes sobre Honduras são a "mais nova pedra no sapato" nas relações de Washington com a região, e lembra que o Brasil foi um dos países que questionaram a presença de tropas americanas em bases militares da Colômbia. Ainda afirma que Washington "não se mostrou contente" com a visita do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, ao Brasil.

Especialistas ouvidos pelo Correio contestam uma possível "decepção" ou mesmo uma "surpresa" do governo Obama com a diplomacia de Lula, apesar das divergências. "Eu vejo na ascensão do Brasil como potência regional um bem, mais do que uma ameaça à influência norte-americana. Não vejo como a influência de Lula (1) seria uma decepção para Obama, exceto no caso de Honduras, que provavelmente será resolvido em breve em 2010, afirma Anthony Knopp, professor da Universidade do Texas.

Para a especialista do Council on Foreign Relations (CFR) Shannon Neil, é pouco provável que o governo Obama esteja frustrado com as posições brasileiras. "O que há é a percepção de que a independência diplomática do Brasil pode apresentar desafios quando os dois países diferirem em suas posições", diz. Segundo ela, é preciso que Obama defina logo sua relação com o Brasil, uma decisão que foi postergada, "em parte porque o Senado segurou a confirmação do Tom Shannon como embaixador para o Brasil, em parte por causa de outros problemas prementes os EUA estão enfrentando - tanto em casa como no exterior".

Quintal. O Wall Street Journal afirma que não só ascensão do Brasil como uma potência regional ajudou a reduzir o peso dos Estados Unidos na América Latina, "antes considerada o seu quintal". "Também devem ser consideradas a influência da união de nações antiamericanas lideradas pela Venezuela, rica em petróleo, e a crescente musculatura da China, que vê os recursos latino-americanos como fundamentais para seu próprio crescimento econômico", diz o jornal. O especialista Ray Walser, da Fundação Heritage, concorda. "A liderança dos EUA no continente está sendo desafiada como nunca. O governo Obama tem procurado meios de avançar, mas está muito envolvido em outras partes do mundo".

Visita a Mujica. O presidente eleito do Uruguai, o ex-guerrilheiro esquerdista José Mujica, se reunirá na próxima terça-feira com Lula, que estará em Montevidéu para a cúpula do Mercosul. Durante a campanha e depois de proclamado vencedor da eleição de domingo, Mujica foi enfático ao apontar o presidente brasileiro como seu "modelo", pelo perfil de negociador.

Lobo pede "razão". O vencedor da eleição presidencial de domingo em Honduras, o conservador Porfírio Lobo, se disse ontem convencido de que o governo brasileiro "voltará à razão" e terminará por reconhecer a legitimidade de seu mandato, como um dado da "realidade". Falando ao jornal chileno La Tercera, Lobo respondeu indiretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na véspera havia respondido "peremptoriamente não" a uma pergunta sobre a possibilidade de dar aval à votação conduzida pelo governo de fato instalado após a deposição de Manuel Zelaya - cuja recondução ao poder continua a ser exigida pelo Brasil.

"É lógico que (o Brasil) tenha uma atitude reticente, já que sua posição foi contrária ao pleito, mas voltará à razão na medida em que se dê conta da realidade", analisou o vencedor. "A realidade é que as eleições reforçam nossa democracia", prosseguiu. No dia em que foi proclamado o resultado, Lobo já havia afirmado sua disposição de "bater à porta" de Lula para estabelecer o diálogo com o governo brasileiro, que lidera na Organização dos Estados Americanos (OEA) o bloco, até aqui majoritário, dos países que fecham questão em não reconhecer a autoridade do presidente de fato, Roberto Micheletti, para realizar um processo eleitoral. "Não dá para fazer concessão a golpista", disse o presidente brasileiro à imprensa, na terça-feira, antes de deixar a Cúpula Ibero-Americana, realizada em Portugal, com destino à Ucrânia.

Lobo foi diplomático com Lula, mas subiu o tom ao comentar a rejeição a seu mandato por parte do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o bloco aglutinado na Aliança Bolivariana para as Américas (Alba). "Ele que não intervenha em Honduras, porque não vamos permitir", advertiu. Chávez é apontado como mentor de Zelaya em sua manobra para tentar reformar a Constituição e disputar um segundo mandato. "Temos zelo pela nossa soberania e, assim como não interferimos em outros países, não queremos que outros interfiram no que acontece em Honduras".

Congresso. Os 128 deputados hondurenhos reuniram-se ontem no início da tarde para examinar a recondução de Zelaya ao poder, nos termos do acordo político avalizado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias. O texto propõe o retorno à ordem constitucional prévia à deposição do presidente, em 28 de junho, mas não condiciona a isso a realização de eleições. Os deputados têm de tomar a decisão por maioria absoluta. Antes do Legislativo, a Corte Suprema de Justiça deu parecer negativo sobre a volta do presidente. O Judiciário acusa Zelaya de violar a Constituição e pretende levá-lo a julgamento.




ENVIADO PELO MARTINHO

ACADÊMICOS AMESTRADOS PELA 'GRANDE' MÍDIA

Acadêmicos amestrados: os especialistas que a nossa mídia inventa

Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli.

Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.

Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudocientíficos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.

Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90 [no governo FHC/PSDB/DEM], que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável e criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática.

A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a “morte de Marx”. Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.

Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais.

No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori.

É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar — cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.

O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século 17. É impensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade.

Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos .pdf para que o colega não me acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de “vagabunda” pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.

Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como “o filósofo” pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de “terrorismo de Estado”. Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real — por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses — se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como “terrorismo de Estado” a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.

A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de S.Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de “trapalhadas” e chamava Celso Amorim de “líder estudantil” e “cavalo de troia de bufões latino-americanos”. Poucos dias depois, a respeitadíssima revista Foreign Policy — que não tem nada de esquerdista — apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o “melhor chanceler do mundo”, nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.

Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os “especialistas” sobre isso — agora sim, com aspas — são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.

Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo?

No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.

FONTE: escrito por Idelber Avelar, publicado na Fórum e postado no portal "Vermelho". O autor é Professor (PhD) do Dept. of Spanish and Portuguese na Tulane University, New Orleans, EUA.




ENVIADO PELO FRANKLIN

(recebido do Martinho)

Acadêmico amestrado, essa é uma das armas não raras vezes acionada pela chamada grande imprensa.Abs, Cláudio Ferreira Lima

ACADÊMICOS AMESTRADOS PELA 'GRANDE' MÍDIA

Acadêmicos amestrados: os especialistas que a nossa mídia inventa

Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli.

Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.

Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudocientíficos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.

Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90 [no governo FHC/PSDB/DEM], que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável e criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática.

A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a “morte de Marx”. Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.

Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais.

No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori.

É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar — cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.

O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século 17. É impensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade.

Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos .pdf para que o colega não me acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de “vagabunda” pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.

Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como “o filósofo” pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de “terrorismo de Estado”. Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real — por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses — se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como “terrorismo de Estado” a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.

A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de S.Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de “trapalhadas” e chamava Celso Amorim de “líder estudantil” e “cavalo de troia de bufões latino-americanos”. Poucos dias depois, a respeitadíssima revista Foreign Policy — que não tem nada de esquerdista — apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o “melhor chanceler do mundo”, nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.

Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os “especialistas” sobre isso — agora sim, com aspas — são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.

Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo?

No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.

FONTE: escrito por Idelber Avelar, publicado na Fórum e postado no portal "Vermelho". O autor é Professor (PhD) do Dept. of Spanish and Portuguese na Tulane University, New Orleans, EUA.

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